Luto do abandono e ghosting
- Thiago Lira

- 31 de mai.
- 1 min de leitura
Há um tipo de luto que a sociedade não sabe muito bem como acolher: o luto de quem foi banido sem explicações.
É a dor de olhar para o lado e ver o desamparo no lugar onde antes existia afeto e reciprocidade. Quando alguém decide sumir da nossa vida de forma abrupta, ela nos deixa com a pior das heranças: a dúvida. A mente tenta, obsessivamente, colar os cacos e achar o momento exato em que tudo quebrou.
Mas a verdade é que essa ruptura atroz diz muito mais sobre a covardia emocional e a incapacidade do outro de dialogar do que sobre o seu merecimento de amor.
Como transmutar essa dor?
Parando de exigir do outro a chave para a sua tranca. O fechamento desse ciclo não vai vir de uma conversa que nunca vai acontecer. Ele vem de dentro, no dia em que você decide que o silêncio daquela pessoa é resposta suficiente para você seguir em frente.
Não se culpe por não conseguir esquecer rápido. É difícil enterrar quem ainda respira. Mas lembre-se: você é inteira(o), mesmo que agora pareça que sobrou apenas fragmentos.
Se você está passando ou já passou por isso, sinta-se abraçada(o). O tempo vai rearranjar o que foi quebrado. 🪷

















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