Inteligência Artificial e filosofia da mente
- Thiago Lira

- 16 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

O artigo "Minds and Machines" (Mentes e Máquinas) de Hilary Putnam, publicado originalmente em 1960, é um texto seminal de filosofia da mente. Nele, Putnam apresenta e desenvolve a ideia do funcionalismo, uma das teorias mais influentes para abordar o problema mente-corpo.
Ele sustenta que precisamos estudar a mente de um ponto de vista funcionalista. Por exemplo, a dor pode ser definida funcionalmente como um estado que é tipicamente causado por lesões corporais, que causa o desejo de parar a dor e que leva a comportamentos como gemer ou afastar a mão.
Putnam se inspira na ideia de Alan Turing, o pai da computação, de que, se uma máquina puder se comunicar de forma indistinguível de um ser humano, ela deve ser considerada inteligente. Putnam estende essa ideia para a mente, sugerindo que as questões sobre a mente podem ser abordadas linguisticamente e logicamente, e que sistemas computacionais podem nos ajudar a entender a natureza dos fenômenos mentais. Ele argumenta que os problemas da mente-corpo não são necessariamente sobre a "natureza única" da experiência subjetiva humana, mas podem ser formulados em termos de sistemas computacionais capazes de responder a perguntas sobre sua própria estrutura.
Embora Putnam tenha posteriormente revisado e até mesmo abandonado algumas de suas posições iniciais (especialmente em relação ao funcionalismo e ao "computacionalismo" mais rígido), Mentes e Máquinas foi um texto fundamental para o desenvolvimento da filosofia da mente e da ciência cognitiva, lançando as bases para a visão de que a mente pode ser estudada como um sistema computacional.
Em suma, o artigo trata da proposta de que a mente não é uma substância misteriosa, mas sim um conjunto de funções que podem, em princípio, ser implementadas em diferentes substratos físicos, abrindo caminho para a pesquisa sobre a inteligência artificial e a compreensão da mente em termos de processamento de informação.










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